terça-feira, 30 de março de 2010

Ritornellos Existenciais

Turbulências e mais turbulências...
Assim como cada música tem um ritmo, uma tonalidade... será que a vida de cada um tem uma característica própria, um andamento próprio, uma cor própria? Quem determina isso? Quem compõe a vida? Por mais que ame Sartre... nem tudo é fruto de minhas escolhas. E esse “nem tudo” parece mudar toda o caráter da música. Sou o que escolho... e ao mesmo tempo o que a vida coloca diante de mim. Mas porque a composição de minha vida é tão oscilante?...algumas vezes polifônica... outras vezes uma bela melodia... que se transforma em uma turbulência atonal sem forma ,de uma hora para outra. Como é difícil manter o pulso...me adaptar a essas mudanças...como é difícil. Eu não escolhi entrar nessa obra...ou escolhi? Posso escolher sair dela...mas não é o que eu quero.
Acho que preciso conversar com esse maestro/ compositor... sei lá!
Só sei que dar sentido a tudo isso cansa.